15 de março de 2003

FEITICEIRO DE DÓ
Saímos a meio, eu e a prole, por proposta desta última. Desconfio que a maior parte da sala gostaria de fazer o mesmo (fomos aliás precedidos por uma outra família de aspecto saudável). Não tivesse sido os múltiplos de 12 euros por adulto e 9 euros por criança que o público pagou e estou certo que os actores acabariam sozinhos. Desde a última peça de gente conhecida minha, a quem não pude recusar o convite, que não me entediava tanto.
Começo pelo cenário que era pavoroso ou pelo guarda-roupa que metia dó? Não, começo pela encenação que leva uma hora a introduzir as 4 personagens principais. Quando chegou a vez do Leão Medroso já estava capaz de comer a palha do Espantalho, de tal modo me senti burro por ali estar.
As canções, mais que conhecidas, batidas, foram interpretadas sem alma (ainda que as vozes fossem agradáveis) e o texto aaaaaaarrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaassssssssssstava---ssssssssssseeeeeeeeee até ao pesadelo. Parecia um programa infantil no tempo em que esse departamento da RTP era dirigido pela M.João Martins (creio,aliás, que o "Lecas", encenador desta peça fez parte dos seus protegés... O que explica o "dejà vu").
Valha-me o santíssimo: com tantas peças no mundo, foram logo buscar uma que toda a gente já viu. E, mesmo assim, montaram-na com os pés.
Por falar em pés, se tiverem filhos: FUJAM DELA A SETE!

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